“Cidadania participativa e ações sustentáveis"

Bolas de cristal de todos os gêneros começam a revelar o futuro em 360 dias a partir da próxima segunda-feira quando o Brasil começa a começar o ano.
Trabalharemos 5 meses para pagar impostos que não pagarão as escolas e planos de saúde dos nossos filhos, isso já sabemos.
A vida política já começa definindo potenciais candidatos aos cargos de prefeitos e vereadores, abafadores de novas lideranças, do futuro depois do futuro, ou seja 2016.
As mudanças climáticas continuam firmes. Secas, enchentes, inflação nos alimentos já se despontam nas feiras, e nos supermercados.
Professores, policiais e agentes da saúde continuarão esmagados em seus vencimentos, da mesma forma que alunos continuarão passando de ano sem saber ler, pessoas serão mortas em frente suas casas e na fila do atendimento médico a agonia será manchete em todas as mídias.
O transporte coletivo terá reajuste de preço puxado pela lógica inversa de um mercado onde o preço do petróleo continuará caindo e o do combustível subindo.
As crianças vidradas em seus eletrônicos se distanciarão de um mundo externo para buscar no cyber-espaço a diversão e alienação, que minha geração encontrou nas novelas de TV.
Mulheres aumentarão as receitas da indústria da beleza, seja em cosméticos ou cirurgias plásticas como nunca antes, ávidas por satisfação não encontrada dentro de si.
O Rádio continuará lá, sendo ouvido por faixas diferentes de público, cada vez maior dentro dos carros e cada vez menor dentro de casa. (viva o trânsito).
Agricultura continuará salvando o Brasil que opta pela política patriafágica de exportar commodities e manter como certa a incerteza da consolidação industrial.
São Paulo começa a querer seu espaço na política nacional oferecendo o café para brigar com o leite e novamente ceder espaço para a carne seca com jerimum e o chimarrão.

Previsível mundo novo, seja bem-vindo ao não contabilizável futuro velho.
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