“Cidadania participativa e ações sustentáveis"

De todas as experiências que tive com culturas e povos diversos ao Ribeirãopretanus canavialis a mais facinante é sem dúvida a dos Xavantes, povo indígena das terras brasileiras localizados no Estado do Mato Grosso, que se donominam A'wê Uptabi, que quer dizer "gente verdadeira". Meu primeiro contato com um Xavante, na infância, foi na casa do Amigo Sergei Fofanof, e o irmão em questão é o Tsetetó, que veio da então reserva Pimentel Barbosa, onde passei agradaveis e instrutivas noites e dias conhecendo a cultura. De menino a Cacique, Tsetetó me mostrou como todos da aldeia são donos de tudo e ninguem é dono de nada, que a terra nos é emprestada, para criarmos os filhos que a espiritualidade também nos empresta.
Já aqui na nossa terrinha, nossa cultura tomou outro rumo, tornamos-nos "possuidores de coisas" criamos um direito e uma legislação que garante a propriedade, de forma que isso também se enraizou de forma cultural, quem aqui não diz "esse lugar no sofá é meu" ? Se nós temos propriedade de coisas não abrimos mão de tê-la e não permitimos que se turbem essa situação, por esse ponto de vista sozinho o comunismo já não funciona, por mais altruístas que possamos nos sentir, "damos" apenas o que nos excede, e nos achamos caridosos. Como fica então a distribuição de terras e áreas urbanas ? Sem intervenção do governo é impossível que não haja conflitos, como o ocorrido em Ribeirão Preto, no mes de Julho do ano passado, na favela da Família, como o caso do Pinheirinho em São paulo e muitos outros conflitos rurais por todo o Brasil. A melhore forma de evitar-se os conflitos é se antecipar-se ao caos. A administração local deve usar de todos os meios para não permitir que aglomerações urbanas fora das regras de direito, se formem. Uma vez formada, há também solução, mais complicada mas há. Isso se chama conciliação, mas para isso deve haver comprometimento. Há equações que podem perfeitamente combinar CAPITAL e HUMANIDADE, PROPRIEDADE e DIGNIDADE. Não é preciso renascer Xavante. Tó oibá.
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Lydia era uma dessas primeiras grandes cidades, da era de Ferro, no sec. VII A.C., por lá teria sido inventada a moeda, e essa grande invenção teve vários propósitos, inclusive o de fazer marketing de seus governantes, que descobriram que se o reino não poderia todo ser visitado pelo monarca, então que o monarca fosse visto por todos os detentores de moedas que tivessem o seu rosto. Dario I, o Grande, rei da Pérsia de 521 a 486 A.C. não só foi o primeiro a cunhar seu rosto nas moedas, mas também fez com que seus monumentos fossem sempre cunhados com seu rosto e textos trí-língues, dependendo de onde geograficamente estavam seus súditos, em Persa, Grego, Sânscrito e até Hebraico.
Aqui nos nossos canaviais não se tem implementado muita novidade, porém concentra-se uma boa parte do erário público para uma empresa de marketing que redistribui esse volume de dinheiro, em ano eleitoral, entre várias indústrias de mídia, gráficas, redes televisivas, e assim por diante que falam bem e mostram "grandes obras" da atual administração. Não é a toa que a nossa administração pública usa de grandes placas Azuis e Brancas para anúnciar obras e as mantem, as placas, no locam mesmo onde a obra não tenha sido feita ou já tenha sido concluida, muito aos moldes de Dario, o Grande. Dario fez a divisão do seu império em regiões administrativas e mandava seus generais apresentar as novidades ao povo, bem ao molde do que se faz hoje chamado "governo nos bairros". Lydia, se transformou em uma colônia Romana, depois uma mulher pagã com o mesmo nome, convertida por Paulo o Apóstolo, se transformou numa das primeiras Santas Católicas. Já aqui nos canaviais, era uma Usina de Açúcar que se transformou em Central Termoelétrica, cujos usineiros deram à Cidade um Hospital com o mesmo nome, que a prefeitura incorporou para fazer...Marketing.
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