“Cidadania participativa e ações sustentáveis"

Solidariedade, Voluntariedade ou Caridade

Chegando ao fim da semana vamos olhando para trás e vendo em que ajudamos, quem ajudamos, como ajudamos e com qual interesse ajudamos.
Me deparei com um grupo de "Amigos Solidários", ao qual e juntei a fim de praticar a Solidariedade, a questão foi entender o que é o que, no universoo das palavras. Juridicamente o Solidário é o cara que se ferra por ter apoiado o inadimplente, ou algo assim, mas na vida fora dos processos, o solidário é aquele que tem "a mesma maneira de pensar; que partilha as mesmas opiniões, sentimentos, apoiando", aquele que dá apoio, então nossos amigos dão apoio a algumas instituições que abrigam pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade.
Me vi então fazendo um programa de rádio em uma instituição para cegos, emprestei a minha voz para para gravar audiolivros, e cantar bingos, vender rifas, etc, então eu no espelho da reflexão, refletido estava um cara que "atua segundo apenas sua própria vontade ou seguindo o impulso do momento; livre arbítrio, capricho, obstinação.", o impulso do momento já vai para 5 anos, continuando a fazer pelo prazer de fazer.
A voz não bastava, era preciso doar os ouvidos, e assim o fiz a algumas pessoas que precisavam desabafar, ou que precisavam de uma mão para segurar num momento de aflição, emprestei tambem meus olhos e pernas ao me tornar "medium de transporte" levando pessoas a lugares de tratamento, e lembrei de São Francisco, quando diz que "A cortesia é irmã da caridade, que apaga o ódio e fomenta o amor." mas ainda a me veio ao coração a minha Madrinha espiritual, a albanesa Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, conhecida como Madre Tereza de Calcutá, que sempre provoca muito a minha consciência, mas em especial numa de suas frases sobre o dever que diz "O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.", então acessando todos meus recursos, despido do orgulho que insiste em cercar meus pensamentos, tenho a certeza que a caridade, só pode ser um ato individual, ela só pode existir se o ato de ajudar diz respeito somente a mim e ao ajudado, sendo que a mim, me beneficiava mais, ou eu tinha essa impressão.
Então, ao ver que a Caridade é uma ferramenta maravilhosa, que vamos aprendendo a usar conforme usamos, entendo hoje que, quando começamos no trabalho da caridade a ideia é a de beneficiar alguém, então vamos fazendo tudo ao nosso alcance para extender a mão ao necessitado, aí vemos que isso está fazendo bem para nós mesmos e começamos  a fazer mais porque é a nós mesmo que estamos ajudando, essa ajuda nos torna melhores, até o momento que a prática é corriqueira e vemos que não mais pensamos em quem ajuda ou é ajudado, quem se beneficia ou é beneficiado, apenas fazemos, e seguimos o caminho, lembrando da Madre, e do nosso dever.
Para finalizar quero me redimir com os Solidários, os Voluntários e os Caridosos, enaltecendo a importância do trabalho de cada um e mais uma vez citando uma frase da minha madrinha ;


"Não é o que você faz, mas quanto amor você dedica no que faz que realmente importa."

Eu voto distrital